CA regulamenta Extensão para os cursos de graduação

CA regulamenta Extensão para os cursos de graduação

Medida visa a aproximação de estudantes e professores com a comunidade, em suas respectivas áreas de atuação.

O Conselho de Administração da UEL aprovou Resolução que regulamenta a curricularização da extensão. A medida segue as diretrizes para a Extensão no ensino superior, estabelecidas pela Resolução número 7, de 18 de dezembro de 2018, do Conselho Nacional de Educação (CNE). Ela define, em seu artigo 3º, a atividade de extensão (AEx) como aquela “que se integra à matriz curricular e à organização da pesquisa, constituindo-se em processo interdisciplinar, político educacional, cultural, científico, tecnológico, que promove a interação transformadora entre as instituições de ensino superior e os outros setores da sociedade, por meio da produção e da aplicação do conhecimento, em articulação permanente com o ensino e a pesquisa”.

Já no artigo 4º, determina que as AEx devem compor, no mínimo, 10% (dez por cento) do total da carga horária curricular estudantil dos cursos de graduação, as quais deverão fazer parte da matriz curricular dos cursos. Estão incluídos projetos, programas, cursos e eventos. Porém, a pró-reitora de Extensão, Cultura e Sociedade, professora Mara Solange Gomes Dellaroza, observa que, no caso desses últimos, não basta o aluno se inscrever e assistir – ele tem que participar ativamente da organização.

Projetos de Extensão atendem a comunidade externa com orientações e oferta de serviços e (FOTO: Divulgação/PROEX)

De acordo com a pró-reitora, cada Colegiado de Curso fará uma lista dos projetos e programas de Extensão AEx mais diretamente vinculados à área de formação dos alunos – são as atividades indicadas. Porém, o aluno poderá escolher outras, em qualquer curso: essas são as AEx livres. Por exemplo: um estudante de Enfermagem participa de um projeto de extensão de seu curso, mas também de um projeto de teatro em Artes Cênicas. A ideia é que os alunos realizem as AEx ao longo do curso, para não ficarem com horas acumuladas a serem cumpridas somente no final. Estas e outras adaptações deverão ser feitas nos projetos pedagógicos de cada curso de graduação. Neste ponto, destaca a professora Mara, será importante o trabalho dos Colegiados e da Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD).

Alguns cursos já vão receber os novos alunos, vindos do Vestibular 2022, no novo formato curricular: Ciências Econômicas, Direito, Farmácia, Medicina, Odontologia, Química (Bacharelado) e Zootecnia. A maioria estará pronta para o ano letivo de 2023. Um terceiro grupo, para 2024.

A Assessoria de Tecnologia de Informação (ATI) também está envolvida nas mudanças, desde 2019, segundo Mara. Os próprios alunos farão um relatório no sistema, que será aprovado pelo professor supervisor do projeto, programa ou pelo coordenador do evento ou curso. As AEx serão validadas pelo Colegiado e lançadas no histórico escolar, à semelhança do que já acontece com as atividades complementares. O teste do sistema será feito no final de 2021.

Na avaliação da pró-reitora, um dos pontos mais positivos da mudança é a aproximação de estudantes e professores com a comunidade, em suas respectivas áreas e outras de interesse dos alunos. Ela vê como uma troca de saberes em favor da comunidade acadêmica e externa que vai contribuir muito tanto para o aprimoramento da prática docente quando para a formação profissional. “Ensino e extensão ganham muito”, sintetiza Mara. Além disso, é um estímulo para que, daqui pra frente, novos projetos e atividades interdisciplinares sejam criados e desenvolvidos pelos docentes nos diversos departamentos e cursos.

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