Pequenos observadores, mundo em miniatura

Pequenos observadores, mundo em miniatura

Desde 2018, projeto "Pequenos observadores" se dedica a mostrar insetos a crianças, aguçando a curiosidade dos pequenos.

Um projeto de extensão do Departamento de Histologia, coordenado pela professora Sheila Levy, apresenta o vasto mundo dos insetos a crianças de 5 a 6 anos de idade, estudantes do Colégio de Aplicação Pedagógica do Campus da UEL. Desde 2018, o projeto “Pequenos observadores: os insetos na visão de crianças da Educação Infantil do Centro Educacional Infantil da Universidade Estadual de Londrina” se dedica a mostrar insetos às crianças, aguçando a curiosidade dos pequenos e introduzindo-as, por meio da observação, ao universo destes seres.

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Edição número 1414 de 14 de setembro de 2022
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Às sextas-feiras, de 15 em 15 dias, o grupo coordenado pela professora Sheila reúne-se com 20 crianças do Ensino Infantil 6 (EI-6) para passeios em volta da creche, leituras, contação de histórias e diversas atividades lúdicas, sempre envolvendo insetos. O grupo sai em busca dos animais, captura-os e, por meio de desenhos e outras atividades, as crianças aprendem de perto sobre a anatomia destes animais.

“É muito gostoso, principalmente para aguçar o senso investigativo das crianças. No início, elas se mostram bastante apreensivas, mas também curiosas”, afirmou a professora. Com as primeiras atividades, o medo começa a dar lugar à curiosidade: vistos pela lupa, os insetos não parecem mais tão aterrorizantes às crianças. “Eles começam a perceber, com as nossas orientações também, que uma aranha não é um inseto, que os insetos têm seis patinhas e não oito, como uma aranha”, exemplificou.

“A grande maioria dos pequenos começa a perder o medo de insetos logo que o primeiro contato ocorre” (Arquivo pessoal)

O projeto conta, além de Sheila, com mais professores parceiros, todos envolvidos com estudos de insetos. Do Departamento de Histologia, participam os professores Ângela Falleiros e Daniela Pinheiro; do Departamento de Biologia Geral, Silvia Helena Sofia e Renata da Rosa; do Departamento de Biologia Geral e Animal, Carlos Eduardo de Alvarenga Junior e João Antonio Zequi; e, do Departamento de Agronomia, Amarildo Pasini.

Os professores se revezam, junto dos estudantes envolvidos, em aulas expositivas com insetos como bicho-da-seda, formigas, borboletas, mosquito da dengue, entre outros. “O encasulamento do bicho-da-seda, por exemplo, é algo que eles adoraram ver. Um dos meninos um dia colocou uma formiga em um pote com alface para observá-la”, comentou a professora. O projeto também conta com a participação de oito graduandos do Curso de Biologia, mas também conta com a participação de estudantes da Agronomia.

Vida de Inseto

A grande maioria dos pequenos começa a perder o medo de insetos logo que o primeiro contato ocorre, segundo Sheila. Com a superação do primeiro contato, passam a tocar nos animais, fase que inspira alguns cuidados dos orientadores. “Nós sempre orientamos no sentido de que uma abelha, por exemplo, é um inseto muito importante para a alimentação humana, mas não podemos tocá-los, assim como não podemos tocar nas lagartas”, comentou.

Com instrumentos como o microscópio, as crianças aprendem de perto sobre a anatomia destes animais (Arquivo pessoal)

A ideia do projeto, inclusive, veio da dissecação de uma lagarta, um dos objetos de estudo ao qual Sheila se dedica há anos (a professora atua na linha de pesquisa de Morfologia Interna de Insetos). “Eu estava dissecando uma lagarta, aí minha filha pequena se aproximou e ficou muito curiosa com o que eu estava fazendo. Daí percebi que, se ela se interessou, muitas outras crianças se interessariam também”.

Além de cumprir um importante papel de descoberta para crianças na primeira infância, o projeto também é uma ótima porta de entrada para graduandos que querem trabalhar com crianças. “Os da Biologia, principalmente, aproximam-se já com a intenção de trabalhar com crianças futuramente”, avaliou. Com a curricularização da extensão, a atividade tornou-se mais importante para os estudantes, que veem nela uma oportunidade de prática profissional e acadêmica. O projeto “Pequenos observadores” se encerra em 2023.

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