Qualis Periódicos classifica maioria das revistas da UEL com índice A
Qualis Periódicos classifica maioria das revistas da UEL com índice A
Índice A é dividido em quatro estratos (A1, A2, A3 e A4) e identifica periódicos relevantes e de ampla visibilidadeA Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) classificou a maioria das revistas científicas da Universidade Estadual de Londrina como sendo de alta qualidade. Dos 26 periódicos em atividade, 19 receberam índice A na classificação referente ao quadriênio 2021–2024 divulgada no início de janeiro. Essa foi a última classificação do Qualis Periódicos, já que o sistema não será implementado para os próximos quatro anos. O índice A é dividido em quatro estratos (A1, A2, A3 e A4) e identifica periódicos relevantes e de ampla visibilidade, sendo A1 a classificação que denota excelência internacional e alto fator de impacto.
A revista Antíteses, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em História Social, recebeu pela segunda vez a classificação A1. No campo da perspectiva histórica, a revista publica artigos inéditos em fluxo contínuo e aceita entrevistas, resenhas e traduções. Também classificada como A1, a revista Projética, vinculada ao Departamento de Design da UEL, publica artigos inéditos, resenhas e relatos de experiências. A publicação segue temas como design gráfico, ergonomia, usabilidade, design de moda, design para sustentabilidade, entre outros.
Cinco revistas estão classificadas no índice A2: Geografia (Londrina), do Departamento de Geociências (DGEO); Informação & Informação, vinculada ao Departamento de Ciência da Informação (CECA); Mediações, ligada ao Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais; Revista do Direito Público, do Programa de Pós-graduação em Direito Negocial; e Serviço Social em Revista, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Política Social. As revistas mantiveram o mesmo índice no qual foram classificadas no período 2017–2020, exceto Mediações, que tinha índice A4.
Entre os periódicos hoje classificados como A4, podem ser destacadas as revistas Educação em Análise, Informação@Profissões e Semina: Ciências Sociais e Humanas, que estavam classificadas como B1 anteriormente. A revista Scientia Iuris apresentou o maior salto de qualidade, passando de B1 para A3.
“O desempenho que nossas revistas alcançaram no último quadriênio é uma demonstração concreta de que investir em editoração científica de qualidade traz resultados duradouros para a instituição”, avalia o professor Eduardo Araújo, diretor de pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (ProPPG). “Reflete anos de trabalho cuidadoso de nossos editores e equipes editoriais. Além disso, nossas 19 revistas classificadas nos estratos A estão distribuídas em diferentes áreas. Isso não apenas prova que a UEL é multidisciplinar, mas que conseguimos consolidar excelência em diferentes campos do conhecimento simultaneamente. Isso é raro e digno de nota.”
Novo formato de avaliação
A partir de 2025, a CAPES passa a adotar diferentes critérios para a avaliação da produção científica. Apesar da classificação de periódicos deixar de ser oficialmente aplicada, Araújo explica que ela ainda terá importância: “Durante mais de vinte anos, o Qualis se consolidou como referência quase única para pesquisadores e programas decidirem onde publicar. Não se desmancha uma cultura dessas da noite para o dia. Muitas instituições, agências de fomento e universidades ainda usam, e continuarão usando, o Qualis 2021-2024 como referência por alguns anos.”
“Há outro aspecto que é importante destacar: as revistas que construíram qualidade não perdem seu valor por causa de uma mudança administrativa. A indexação internacional, o rigor editorial, a circulação global e o impacto são características fundamentais que continuam sendo procuradas e são o que realmente interessa aos pesquisadores. Por isso, vejo a transição não como um risco, mas como uma confirmação de que as revistas que apostaram em excelência seguirão sendo relevantes, apenas avaliadas por critérios diferentes. Inclusive, criamos recentemente o Escritório de Apoio ao Editor Científico justamente para garantir que nossas revistas estejam preparadas para esses novos cenários”, ressalta o professor Eduardo Araújo.
Entre as 19 revistas da UEL classificadas com índice A, todas são de acesso aberto — ou seja, os conteúdos estão disponíveis gratuitamente para o público — e são publicadas em português e inglês, muitas também incluindo espanhol. Os principais métodos de análise dos artigos submetidos são a avaliação por pares em sistema aberto (Open Peer Review) e a avaliação por pares em sistema duplo-cego (Double-blind Peer Review). Todas as revistas científicas da UEL estão disponíveis no Portal de Periódicos Científicos, coordenado pela Biblioteca Central.
Classificação
| Revista | Quadriênio 2017–2020 | Quadriênio 2021–2024 |
|---|---|---|
| Antíteses | A1 | A1 |
| Projética | A2 | A1 |
| GEOGRAFIA (Londrina) | A2 | A2 |
| Informação & Informação | A2 | A2 |
| Mediações – Revista de Ciências Sociais | A4 | A2 |
| Revista do Direito Público | A2 | A2 |
| Serviço Social em Revista | A2 | A2 |
| Domínios da Imagem | A3 | A3 |
| Estudos Interdisciplinares em Psicologia | A3 | A3 |
| Geographia Opportuno Tempore | A3 | A3 |
| História & Ensino | A1 | A3 |
| Scientia Iuris | B1 | A3 |
| Signum: Estudos da Linguagem | A3 | A3 |
| Discursos Fotográficos | A4 | A4 |
| Educação em Análise | B1 | A4 |
| Entretextos | A3 | A4 |
| Informação@Profissões | B1 | A4 |
| Semina: Ciências Agrárias | A4 | A4 |
| Semina: Ciências Sociais e Humanas | B1 | A4 |
| Economia & Região | B1 | B1 |
| Estação Literária | A4 | B1 |
| Semina: Ciências Biológicas e da Saúde | B3 | B1 |
| Boitatá | B1 | B2 |
| Advances in Nursing and Health | B2 | B3 |
| Organizações e Sustentabilidade *atualmente suspensa | B2 | B3* |
| Semina: Ciências Exatas e Tecnológicas | B4 | B3 |
| Terra Roxa e Outras Terras: Revista de Estudos Literários *atualmente suspensa | A1 | B3* |
| Biosaúde | C | B4 |
*Bolsista no Escritório de Apoio ao Editor Científico (EAEC)
