Estudantes recebem prêmios em congressos de microbiologia

Estudantes recebem prêmios em congressos de microbiologia

Eles são da graduação e pós-graduação e foram reconhecidos em tradicionais congressos da área de Microbiologia.

Dois estudantes da área de Ciências Biológicas foram premiados por apresentações orais em dois congressos da área de Microbiologia. O graduando em Ciências Biológicas Eduardo Azevedo Lonardoni, do 3º ano do curso, foi premiado no 31º Congresso Brasileiro de Microbiologia, enquanto o mestrando do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Centro de Ciências Biológicas (CCB), Diego Henrique Morandi, recebeu a premiação ao apresentar-se no IV Congresso Paranaense de Microbiologia. Ambos os estudantes são orientados pelo professor Luciano Aparecido Panagio, do Laboratório de Micologia, do Departamento de Microbiologia (CCB).

A apresentação de Eduardo foi sobre a “Otimização do crescimento do fungo Pleurotus ostreatus”, conhecido como “shimeji”. O fungo, segundo o estudante, tem aplicação no processo de biorremediação. “É um fungo utilizado na alimentação, mas o estamos avaliando para utilização no processo de reúso de plástico não reciclável”, explicou. O processo de otimização faz parte de um estudo sobre a biodegradação de polímeros que formam os materiais plásticos.

Professor Luciano Aparecido Panagio (ao centro) com a equipe formada por estudantes da graduação e pós-graduação

O tema apresentado pelo estudante é derivado da tese de doutorado de Aline Ratuchne, do mesmo programa de Pós-Graduação, chamada “Aplicação de resíduos orgânicos e plásticos não recicláveis como substratos para crescimento de fungos basidiomicetos na produção de biomateriais”. “A otimização do crescimento de P. ostreatus é parte fundamental de um trabalho muito maior, que estuda a ação direta das enzimas produzidas pelo fungo sob a degradação de plásticos não recicláveis e matéria orgânica. Juntos, esses materiais que antes seriam incinerados ou descartados em aterros sanitários, resultam em um biomaterial versátil, com valor agregado e amigo da natureza”, comentou.

Substâncias antimicrobianas

Já a apresentação de Diego, chamada “Síntese, caracterização e potencial antifúngico de nanopartículas de prata biogênicas produzidas por Lichtheimia ornata contra fungos dermatófitos”, aborda outra linha de pesquisa desenvolvida no laboratório de Micologia. O jovem estuda o desenvolvimento de novas substâncias antimicrobianas com uso de nanopartículas metálicas (de prata), que têm atividade antimicrobiana. O estudo do fungo L. ornata deve contribuir principalmente no desenvolvimento de um produto com função antimicrobiana utilizado nas indústrias farmacêutica e veterinária.

“A intenção é utilizá-lo (o fungo) contra organismos dermatófitos, causadores de várias doenças de pele em humanos e animais”, explicou o mestrando. O material pode ser utilizado na produção de pomadas, curativos de uso tópico e desinfecção de superfícies, entre outras utilizações. “É uma nova forma de controle de fungos em humanos. Outro uso importante é no segmento pet e de grandes animais”.

Da graduação ao doutorado

As duas pesquisas premiadas, de diferentes projetos coordenados pelo professor Luciano Panagio, envolvem estudantes de todos os níveis de aprendizado, da graduação ao doutorado. “Um dos méritos dessa premiação é justamente envolver estudantes de vários níveis, o que colabora para o crescimento individual e do grupo”, considerou. “Além disso, serve como um incentivo aos outros estudantes do curso e, também, da área de Microbiologia.

A intenção do grupo é elaborar produtos que possam ser aplicados no mercado, em indústrias variadas, do setor moveleiro (os polímeros podem ser adicionados a madeira e aos fungos, formando um material que pode ser utilizado na confecção de painéis acústicos, por exemplo) ao setor de fármacos.

“São estudos que envolvem tanto a pesquisa básica como a aplicada. A intenção é, além de disseminar conhecimento acadêmico, criar novos produtos e, ao mesmo tempo, inserir a universidade e alunos no contexto da inovação tecnológica.  No momento estamos em fase de testes e prototipagem, avaliando características dos novos materiais, como a resistência, e, também, concentrações e formulações para as nanopartículas com ação antimicrobiana”, completou.

A pesquisa que envolve plástico não reciclável contou com o apoio da multinacional Sonoco, do segmento de embalagens para usos diversos.

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