Professores da UEL integram grupo interdisciplinar do STF de combate à desinformação

Professores da UEL integram grupo interdisciplinar do STF de combate à desinformação

Mirelle Neme Buzalaf e Hernando Borges Neves Filho participaram de painel sobre a contribuição das universidades na manutenção da democracia.

A UEL é uma das 12 universidades públicas do país convidadas a participar do  Programa de Combate à Desinformação, do Supremo Tribunal Federal (STF). Formado por professores de diversas áreas do conhecimento, o grupo tem como objetivo fortalecer a democracia brasileira, a partir de ações para divulgar informações verdadeiras sobre o STF para a população, com base na pesquisa e na extensão já praticadas pelas instituições.

Em maio deste ano, os professores Mirelle Neme Buzalaf, do Departamento de Direito Público (Cesa), e Hernando Borges Neves Filho, do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento (CCB), participaram do painel “Contribuição das universidades para a preservação da democracia”, em evento organizado pelo STF e transmitido pela TV Justiça. Também é representante da Universidade o professor Luiz Alberto Pereira Ribeiro, do Departamento de Direito Público, que não pode participar da atividade. 

A partir de pesquisas desenvolvidas na instituição, Mirelle apresentou estudos sobre as causas da desinformação e Hernando comentou a perspectiva da desinformação sob a análise do comportamento. Eles compartilharam ideias e sugestões para contribuir com a criação do grupo de trabalho interdisciplinar. 

Hernando Borges Neves Filho, professor do CCB, em evento promovido pelo STF em maio.
Hernando Borges Neves Filho, professor do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento, em evento promovido pelo STF

Desinformação

No evento, Mirelle ampliou a discussão para a causa do problema da divulgação de informações falsas – passo que, para ela, deve ser feito antes de se estipular as ações de combate. “Muitas vezes é uma escolha acreditar na desinformação, uma escolha feita com base na dimensão afetiva e não na razão. Por isso, é preciso entender as causas para depois conseguir informar”. 

Segundo a professora, as pessoas têm o direito de criticar a Corte e a atuação dos ministros, por exemplo, mas ao pedir o fechamento do Supremo a ação se torna antidemocrática, justamente porque “o STF é o guardião da Constituição e do direito fundamental para todos, um dos alicerces da democracia”.

São informações como esta que o grupo ficará incumbido de auxiliar o Supremo a disseminar para a população, por meio de divulgação nas redes sociais, site e TV Justiça. O objetivo é explicar, traduzir e humanizar as informações, para que aumente a confiança da população no STF. 

Mirelle Neme Buzalaf, professora da UEL, debate desinformação em evento do STF em maio.
Mirelle Neme Buzalaf, professora do Departamento de Direito Público. UEL é uma das 12 instituições a integrar o Programa de Combate à Desinformação

Universidades participantes

Além da UEL, fazem parte do Programa de Combate à Desinformação a Universidade de São Paulo (USP); as estaduais do Ceará (Uece), Goiás (UEG), Paraíba (UEP), Ponta Grossa (UEPG) e Santa Catarina (Udesc); e as federais do Ceará (UFC), Espírito Santo (Ufes), Mato Grosso (UFMT), Roraima (UFRR) e Tocantins (UFT).

“Participar deste grupo representando a UEL é uma grande responsabilidade. O momento atual é delicado para a manutenção das instituições democráticas. Participar com outras universidades e, cada uma trazer uma proposta e ideia, só tem a contribuir para o combate da desinformação de uma maneira geral”, afirma Mirelle Neme Buzalaf.

Confira a participação da UEL no painel:

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