Live debate contribuições da UEL na constituição do SUS

Live debate contribuições da UEL na constituição do SUS

A live vai contar com a participação do médico Nelson Rodrigues dos Santos, ex-diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e do também médico e ex-vice-reitor Márcio Almeida, ex-coordenador do Curso de Medicina da UEL.

Willian C. Fusaro

Agência UEL


As relações entre a construção do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil e a UEL serão abordadas na live “A UEL e a saúde como um direito – As sementes do SUS no nosso quintal”. A live vai contar com a participação do médico Nelson Rodrigues dos Santos, ex-diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e do também médico e ex-vice-reitor Márcio Almeida, ex-coordenador do Curso de Medicina da UEL. O encontro será transmitido pelo canal da Alumni no YouTube, nesta quinta-feira (29), às 20h.

Nelson Rodrigues, o “Nelsão”, é nacionalmente conhecido como uma das figuras mais importantes no movimento democrático durante a Ditadura Civil-Militar e na reforma sanitária no País. O médico contribuiu, na época, para a implantação dos primeiros postos de saúde e unidades de atenção básica em bairros da periferia de Londrina. Já Márcio Almeida teve grande participação na vida política londrinense: foi secretário de Saúde do município, vereador e deputado estadual do Paraná. É presidente do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Inesco).

Live: a UEL na construção do SUS
Live vai debater a importância de pesquisas e iniciativas feitas pela UEL na construção do SUS (Divulgação)

SUS: O início

O médico e coordenador do Conselho Diretivo da Alumni-UEL, Gilberto Martin, conta que a UEL teve um papel importante na constituição do SUS em todo o Brasil. Isso ocorreu, para ele, devido ao debate avançado em termos de descentralização da atenção em Saúde, que provocou a criação das unidades básicas e postos de saúde em bairros afastados de hospitais, nos anos 1970. “O ‘Nelsão’ foi um dos primeiros a desenhar isso: quem atenderia nas unidades, se teria enfermeiro, assistente, um médico clínico-geral. Esse movimento nasceu dentro da UEL, no CCS.”

Ainda na década de 70, as medidas implementadas ganharam bastante apoio social. A grande maioria da população, explica Martin, não tinha acesso à saúde. “A saúde era direito de quem podia pagar. Ou você era um empregado com carteira registrada e conseguia acesso via Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência (INAMPS) ou era atendido como indigente em um hospital filantrópico”, comenta.

O desenvolvimento

Em 1976, Almeida assume a Secretaria de Saúde de Londrina. Foi o início, segundo Martin, de um processo de espraiamento dos postos de saúde, que até então eram quatro (nos bairros da Fraternidade e Jardim do Sol e nos distritos de Paiquerê e Guaravera). “A UEL gestou, dentro de sua estrutura acadêmica, o que serviu de molde para a atenção básica. Hoje, temos 54 postos de saúde espalhados pelo munícipio.”

Na sequência, alguns anos depois, a iniciativa se espalhou para municípios vizinhos: Cambé, Ibiporã e Rolândia receberam suas primeiras unidades. “Tudo isso ganhou bastante força política e apoio imediato. Hoje, se temos 2600 unidades de saúde espalhadas nos 399 municípios do Paraná, a UEL tem uma grande responsabilidade na valorização do SUS”, encerra.

A criação do SUS

Com a Conferência de Alma-Ata (1978) – a Conferência Internacional sobre Cuidados Primários da Saúde, realizada pela ONU, no Cazaquistão –, ficou evidente que eram necessárias iniciativas de descentralização da atenção em saúde. Essas ideias, vindas do exterior, foram acompanhadas pelo movimento sanitarista brasileiro. “Técnicos em saúde, médicos e enfermeiros que discutiam o sistema de saúde brasileiro perceberam que ele não dava conta de atender à população.”

Essa iniciavia, em marcha no mundo todo, além do Brasil, ocasionou a criação da 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, que desembocou, dois anos depois, na criação do SUS. “Queremos estabelecer essa ligação e mostrar aos participantes a importância da valorização do SUS. Neste momento de pandemia, por exemplo, estaríamos muito piores sem ele. A estrutura está montada para atender às demandas, o que teríamos feito, com certeza, se tivéssemos vacina contra a Covid-19”, finaliza.

A live é a primeira de outras iniciativas que visam destacar o papel da universidade na vida da maioria da população londrinense. Serão abordadas iniciativas envolvendo pesquisa, ensino e extensão à comunidade.

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