Projeto atende a população com ações de prevenção à doença de Parkinson

Projeto atende a população com ações de prevenção à doença de Parkinson

Criado em 2023, Parkinter visa o atendimento completo, personalizado e humanizado ao paciente

No Projeto Parkinter, que visa atender pessoas para prevenir a doença de Parkinson, são atendidos 60 pessoas da comunidade, duas vezes por semana, de forma integrada, oferecendo acompanhamento especializado e gratuito. Os atendimentos são realizados todas às terças e quintas-feiras, de forma individual e em grupo, na Paróquia Nossa Senhora das Graças (Rua Luis Dias, 393).

A proposta interdisciplinar contribuí para o cuidado dos pacientes, familiares e cuidadores, além da manutenção da qualidade de vida deles, diante dos desafios impostos pela doença. Segundo a coordenadora do projeto, Suhaila Smaili, professora do curso de Fisioterapia, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), é essencial que o tratamento da doença de Parkinson seja feito de forma interdisciplinar.

“A doença de Parkinson é multissistêmica, em que várias áreas do cérebro estão comprometidas. Existem os sintomas motores, ligados à lentidão dos movimentos e tremores e os sintomas não motores, que afetam o intestino, o sono e os sentidos”, explica Smaili.

Os atendimentos são realizados todas às terças e quintas-feiras, de forma individual e em grupo
(FOTO: Mari Oenning)

Criado em 2023, a partir do Grupo de Pesquisa em Fisioterapia Neurofuncional da UEL (GPFIN-UEL), o Parkinter visa o atendimento completo, personalizado e humanizado ao paciente. “Essa rede de cuidado integral faz com que essas pessoas se sintam acolhidas, que elas tenham voz e criem uma comunidade”, detalha Smaili.

A coordenadora reflete sobre a necessidade de tratamentos humanizados. “Para tratar a doença de Parkinson não é só tomar os remédios. Essa é uma doença que afeta todos os aspectos da vida do paciente. Isso também precisa ser olhado”, afirma. De forma interdisciplinar, a iniciativa reúne ações dos cursos de fisioterapia, farmácia, nutrição, ciências da computação, direito e além de uma professora de música que desenvolve aulas de canto-coral.

A doença em números

No Brasil, 535.999 pessoas viviam com doença de Parkinson em 2024. Um estudo publicado em 2025 pela The Lancet Regional Health – Americas, realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), projeta que esse número pode chegar a 1.250.638 pessoas até 2060.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Parkinson (DP), do Ministério da Saúde, aponta que, apesar do crescimento expressivo do Parkinson no Brasil, ainda existem poucos dados de base populacional sobre a doença, o que limita uma análise precisa de sua evolução histórica no país.

Segundo o protocolo, não existe cura ou tratamento preventivo para a doença de Parkinson, mas há diferentes possibilidades de cuidado para pessoas já diagnosticadas. O tratamento combina medicamentos e terapias não medicamentosas, entre elas fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia, que estão entre as abordagens com evidências científicas destacadas pelo documento.

(Com texto e informações da Agência Escola de Jornalismo Focada- FOTOS: Mari Oenning)

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