Livro: relações entre tráfico de drogas, racismo e prisões de jovens

Livro: relações entre tráfico de drogas, racismo e prisões de jovens

Obra publicada pela EDUEL é de autoria da professora Andrea Pires Rocha, do Departamento de Serviço Social.

O livro “O Juvenicídio Brasileiro: racismo, guerra às drogas e prisões” (EDUEL, 2020, 142p), lançado em 2021 pela Editora da UEL (EDUEL), analisa as relações entre o racismo estrutural, encarceramento em massa e altos índices de homicídios da juventude negra e pobre no Brasil como resultado da “guerra às drogas”. Com estudo histórico da ideologia do proibicionismo, passando pela categoria do “juvenicídio”, (entendido como processos de precarização das vidas que tem como ápice mais crítico as mortes violentas) pelo estudo do Estado neoliberal de cunho penal, do racismo no Brasil, a autora Andrea Pires Rocha, professora do Departamento de Serviço Social/Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA), conclui que os altos índices de encarceramento e mortes de jovens negros e pobres no Brasil não são mera coincidência, mas, sim, uma política deliberada de controle dessas populações.

Fruto de um estágio no Pós-Doutorado concluído na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o livro aborda, partindo da categoria do “trabalho”, as relações entre o tráfico de drogas e jovens de 18 a 29 anos. “O tráfico é um negócio lucrativo pois as drogas são mercadorias que passam por processos de produção, distribuição e circulação. Portanto, os jovens envolvidos têm a força de trabalho explorada e são os primeiros a irem presos ou morrerem. A política de combate às drogas é, na verdade, uma política de combate a esses jovens”, definiu.

Livro editado pela EDUEL tem 142 páginas.

O livro aborda as relações entre o Estado Burguês, a categoria da “juventude” e o Serviço Social enquanto campo de atuação profissional. “Em entrevistas com esses jovens, 13 deles, pude observar que a dificuldade de expressarem a noção de ‘juventude’. E quando a questão se voltava à própria juventude, diziam não a terem vivido por conta dos períodos de entradas e saídas da prisão e do cotidiano de violência que estavam submetidos”, revela. “Entre os instrumentos que perpetuam o encarceramento desses jovens, estão as prisões intermitentes”, avalia.

“O combate ao juvenicídio brasileiro depende da revisão da política de drogas. Mas, infelizmente, o país tem regredindo cada vez mais nisso”, afirma Andréa. Como desdobramento dessa política, cita o aumento dos repasses para comunidades terapêuticas com fins religiosos e a contenção das políticas de redução de danos.

Serviço

Título: O Juvenicídio Brasileiro: racismo, guerra às drogas e prisões (2020, EDUEL, 142 páginas).
Autora: Andréa Pires Rocha.
Valor: R$40,00.

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