Mostra sobre arquitetura em peroba-rosa resgata a memória coletiva de Londrina
Mostra sobre arquitetura em peroba-rosa resgata a memória coletiva de Londrina
Exposição "Construindo Memórias" na réplica da primeira Igreja Matriz, no Campus, conecta a trajetória da região com a formação acadêmica, afetiva e comunitáriaA peroba-rosa, árvore-símbolo de Londrina, é o tema da exposição “Construindo Memórias: Um Campus de Peroba na UEL”, em cartaz na Réplica da Igreja Matriz, no Campus Universitário da UEL. Um convite para a comunidade explorar a união entre arquitetura, afeto e a preservação do patrimônio histórico local.
A mostra apresenta exemplares arquitetônicos distribuídos ao longo do Campus e na Praça da Memória e das Diversidades. Por meio de 18 painéis detalhados, o público tem a oportunidade de compreender como essas estruturas em madeira ultrapassam a mera função construtiva para se tornarem peças-chave na interpretação do cotidiano, da memória e da pluralidade dos espaços urbanos, rurais e acadêmicos.
Um ecossistema de memórias

O percurso da exposição abrange estruturas que traduzem diferentes fases da história local. Entre os destaques estão a própria Réplica da Primeira Igreja Matriz, a Casa Dona Vilma Yá-Mukumby, o Museu Escolar de Londrina e a Casa do Pioneiro — um espaço expositivo em respeito à memória coletiva de Londrina ao retratar o modo de vida das décadas de 1940 e 1960.
A edificação atua como um receptáculo de histórias plurais, despertando conexões individuais em cada visitante. “É uma casa de tantas histórias que vai além do arquétipo do homem pioneiro. Nossos visitantes veem a casa de muitas maneiras, como a casa dos avós, a casa que morou quando pequeno, a casa do caminho para a sala de aula na própria UEL. São memórias que vão se formando, e adquirindo significados na medida que vivenciamos algo”, afirma Gina Issberner, museóloga do CLCH Cultural.
A exposição dialoga ainda com outras edificações em peroba espalhadas pela UEL, como a Casa Hirazawa (localizada ao lado do Centro de Tecnologia e Urbanismo – CTU), a sede da secretaria da Fazenda Escola e a edificação conhecida como Cequinha, reforçando a ocupação física e simbólica da madeira na identidade da universidade. “Estas unidades, possibilitam a interpretação dos diferentes significados atribuídos pela população local ao seu cotidiano, à memória e à diversidade dos espaços urbanos, rurais e acadêmicos”, explica a especialista.
Apropriação acadêmica e vivência comunitária
Para a museóloga, longe de serem monumentos estáticos, as construções em peroba-rosa da UEL mantêm uma relação direta com o conhecimento científico e a vida universitária. A exposição evidencia a integração entre o patrimônio físico e a produção acadêmica em áreas como Arquitetura e Urbanismo, Engenharia, História e Geografia.
“Estudantes e docentes utilizam esses espaços como laboratórios vivos para o desenvolvimento de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), elaboração de plantas arquitetônicas, concepção de projetos expositivos e até apresentações e performances dos alunos do Curso de Música”, comenta.
Além do público universitário, a comunidade escolar de Londrina e região participa ativamente por meio de visitas guiadas ao longo do ano letivo, transformando o espaço em ferramenta de educação patrimonial contínua. “Com estas edificações, a Universidade oferece a experiência, a oportunidade de viver o espaço e construir um sentido pessoal naquilo que se observa”, finaliza Issberner.

Serviço
Exposição Construindo Memórias: Um Campus de Peroba na UEL
Local: Réplica da Primeira Igreja Matriz (Campus Universitário da UEL)
Data: de 7 de agosto até 4 de setembro
Dias e Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30
Entrada: Gratuita.
*Assessora especial na Coordenadoria de Comunicação/UEL




