UNESCO lança convocatória para campanha de erradicação do racismo

UNESCO lança convocatória para campanha de erradicação do racismo

Objetivo é estimular universidades da América Latina a criarem projetos que promovam debates contra o racismo.

Isabella Abrão*

Agência UEL


Está aberto o período de convocações para a 3ª Campanha pela Erradicação do Racismo no Ensino Superior na América Latina, proposta pela Cátedra UNESCO em Educação Superior, Povos Indígenas e Afrodescendentes na América Latina (ESIAL). O objetivo é estimular universidades da América Latina a criarem projetos que promovam debates contra o racismo. Em 2020, a UEL participou da iniciativa com a campanha “UEL na Luta contra o Racismo”, que está divulgando o evento para incentivar a criação de novas ações voltadas para a erradicação do racismo nas universidades. As inscrições vão até o dia 15 de junho.

As atividades devem ser colocadas em prática por alunos, docentes, pesquisadores e demais trabalhadores de instituições de Ensino Superior da América Latina. A UEL fez parte da iniciativa juntamente com outras universidades, institutos e organizações da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala e México. As ações da campanha “UEL na Luta contra o Racismo” foram construídas por professores e estudantes de vários centros de estudo em parceria com a Comissão Universidade para os Índios (Cuia) e o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (Neab) da Universidade.

Segundo a professora Mônica Kaseker, do Departamento de Comunicação, do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), a campanha idealizada em 2020 contou com uma série de atividades, como rodas de conversa e vídeos elaborados em colaboração com os estudantes afrodescendentes e indígenas da UEL. A professora é coordenadora da Cuia e participou da criação da “UEL na Luta contra o Racismo”, além de fazer parte da comissão organizadora do evento. “É claro que a gente sempre pode fazer mais, eu imagino que seja interessante o envolvimento de cada curso, de cada departamento, de cada centro em ações bastante orgânicas que pudessem combater o racismo na nossa rotina, no nosso cotidiano acadêmico”, defende.

A chamada é destinada a propostas de atividades presenciais ou com foco na internet, podendo ser palestras, seminários ou outros tipos de ações elaboradas no contexto do Ensino Superior. Mônica relembra que após a “UEL na Luta contra o Racismo” a Universidade se comprometeu a estar em campanha permanente contra o racismo e cita como exemplo a “Marcha UEL na luta antirracista e pela diversidade”, realizada pela comunidade universitária no dia 12 de maio. “A gente se mobilizou em uma manifestação recentemente, que foi muito bonita e que a gente pode considerar que faz parte desse estado de vigília contra o racismo”, afirma a professora.

Racismo no Ensino Superior

De acordo com a coordenadora do Neab, a professora Maria Nilza da Silva, do Departamento de Ciências Sociais, do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH), o racismo se manifesta no Ensino Superior da mesma maneira que se manifesta na sociedade como um todo: através da discriminação de pessoas com base nos fenótipos e no pressuposto da existência de diferentes raças e na hierarquia dessas.

Para a professora, além de criar ações contra o racismo, é necessário que as universidades também pensem em estratégias voltadas para a educação dos estudantes.  “As campanhas, as ações e o desenvolvimento efetivo de projetos de pesquisa para o conhecimento das diferentes realidades e dos diversos grupos populacionais que compõem a universidade são importantes, sobretudo, para servirem de base para a criação de políticas e estratégias de combate ao racismo e de todas as formas de discriminação”, explica.

(*Estagiária na COM/UEL)

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