Numape promove evento sobre violência doméstica no período pós-pandemia

Numape promove evento sobre violência doméstica no período pós-pandemia

Evento online reúne palestrantes de diversas áreas, com apresentação de trabalhos científicos. Inscrições vão até dia 28.

Meire Sebastião*

Agência UEL


O Núcleo Maria da Penha (Numape) promove, na próxima quarta-feira (29), um evento para discutir violência contra a mulher em Londrina no período pós-pandemia. Com a presença de palestrantes de diversas áreas e apresentações de trabalhos científicos, o evento será online, via Google Meet, e é aberto ao público. As inscrições estão abertas até o dia 28, na página de eventos da UEL.

Intitulado “Violência contra a mulher: a atuação do Numape na rede de enfrentamento à violência doméstica em Londrina após o período pandêmico”, o evento tem como objetivo fazer uma análise dos casos de violência contra a mulher durante e após a pandemia, além de orientar as mulheres juridicamente. “Esse evento é para dar às mulheres mais conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e sobre seus direitos, para que elas tenham acesso à Justiça”, aplica a coordenadora do Numape, Claudete Canezin, professora do Departamento de Direito Privado, do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa).

Evento do Numape discute violência contra a mulher no período pandêmico, no próximo dia 29, em formato online.
Divulgação

O evento ocorrerá nos períodos matutino, das 8h40 ao meio-dia, e vespertino, das 14h às 18h. Durante a manhã, estão programadas palestras sobre violência doméstica. Os palestrantes são a psicóloga Iramaia Ranai Gallenari, a advogada Ligia Binati e as psicólogas Carolina Lago Zanoni e Jerusa Cristina Carlos Crespo. À tarde, haverá apresentação de trabalhos científicos.

Segundo Claudete, o evento tem grande importância para explicar às mulheres quais são os seus direitos junto à Lei Maria da Penha, principalmente nesse momento em que os atendimentos do Numape têm aumentado. “A pandemia só trouxe um benefício: o boom virtual em que as mulheres passaram a buscar mais seus direitos, porque está tendo uma crescente busca nas esferas jurídica e psicológica. Por um lado, ficamos felizes porque o nosso trabalho está sendo alcançado, mas, ao mesmo tempo, triste porque tantas mulheres estão sofrendo violência”, comenta a coordenadora.

Atendimentos

Segundo dados do Numape, somente de janeiro a maio deste ano, já houve aproximadamente 9.200 atendimentos, ante 6.972 durante todo ano de 2020 e 11.683 em 2021. No início deste mês, uma visita técnica avaliou os dois últimos anos de trabalho do Núcleo, com a presença de autoridades do Ministério Público e do Judiciário de Londrina.

*Estagiária na COM/UEL

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