Professores e pós-graduandos debatem educação ambiental em evento na Amazônia

Professores e pós-graduandos debatem educação ambiental em evento na Amazônia

O Banho de Amazônia tem como objetivo proporcionar uma imersão no ambiente amazônico em suas dimensões ecológicas, sociais e culturais

Um grupo de docentes, pesquisadores e pós-graduandos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão participando do “II Banho de Amazônia: Diálogos e Vivências em Educação Ambiental”, evento promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus (AM). A iniciativa reúne estudantes, professores, pesquisadores e educadores ambientais de diferentes regiões do país em uma experiência formativa que integra ciência, educação ambiental e vivências no território amazônico.

O principal objetivo do encontro é proporcionar uma imersão no ambiente amazônico, permitindo aos participantes vivenciar e refletir sobre a floresta, os rios e a cidade em suas múltiplas dimensões ecológicas, sociais e culturais. A proposta busca fortalecer o compromisso com a preservação da Amazônia por meio da educação ambiental, articulando conhecimentos científicos e experiências práticas.

O Banho de Amazônia tem como público-alvo estudantes, professores, pesquisadores e educadores ambientais comprometidos com uma atuação ética na relação pessoa-ambiente e com a valorização da Amazônia como patrimônio simbólico e material.

A professora Marta Regina Furlan, do Departamento de Educação da UEL, participa da organização do evento, que teve início no último dia 29 de junho e vai até 5 de julho. Segundo ela, o encontro propõe uma imersão na floresta amazônica, articulando ciência, educação, cultura e experiências sensíveis, com o propósito de fortalecer práticas formativas comprometidas com a sustentabilidade, a preservação ambiental e a formação humana.

O evento é decorrente dos desdobramentos do VI Simpósio Nacional e III Simpósio Internacional da Infância, Educação e Teoria Crítica, realizado em outubro de 2025, que teve como objetivo promover discussões acerca da Educação Ambiental, da formação de professores e das relações entre infância, natureza e sustentabilidade.

Professora Marta Furlan, do Departamento de Educação: “Floresta amazônica, articulando ciência, educação, cultura e experiências sensíveis”

Representam a UEL no evento pesquisadores e profissionais de diferentes áreas do conhecimento, entre os quais, além da professora Marta Furlan, os seguintes professores do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UEL): Andréa Haddad Barbosa, Cassiana Magalhães, Sandra Regina Ferreira de Oliveira, Tatiana de Freitas Silva e Celso Luiz Junior, que é o novo titular da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops).


Programação

A programação terá atividades conduzidas por pesquisadores do Laboratório de Manejo Florestal (LMF) e também acompanham as ações desenvolvidas pelo Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (LAPSEA). A programação do evento ainda prevê a realização do Banho de Floresta, com visitas às áreas experimentais do INPA, onde é possível conhecer pesquisas sobre manejo florestal, conservação da biodiversidade, mudanças climáticas e mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Ainda haverá um seminário destinado ao compartilhamento de pesquisas e experiências acadêmicas.

Um dos pontos de maior contato dos participantes com a natureza é o Banho de Rio-Águas, que possibilita a navegação pelo Rio Negro – o sétimo maior rio do mundo em volume de água – e discussões sobre ecologia e limnologia amazônica.

A programação termina com o Banho de Cidade, com um passeio pelo centro por espaços históricos de Manaus – como o Mercado Adolpho Lisboa, o Teatro Amazonas e a Praça São Sebastião –, que possibilitará a abordagem sobre aspectos culturais, sociais e ambientais que caracterizam a capital amazônica.

No primeiro dia do evento, numa trilha pela floresta conduzidos pelo representante do INPA, Niro Higuchi, o grupo de visitantes pôde observar os fundamentos do manejo florestal e como as pesquisas na área ajudam a compreender os processos ecológicos da Amazônia e os impactos das mudanças climáticas. “Conhecemos equipamentos de monitoramento ambiental, como sensores que medem a água no solo e nos troncos das árvores, além de sistemas que acompanham os fluxos de CO₂”, relata a professora Marta Furlan. Ainda segundo ela, esses dados ajudam a entender o papel da floresta na regulação do clima e no ciclo do carbono. “Mais do que uma aula de campo, a atividade mostrou a floresta amazônica como um laboratório vivo, essencial para compreender o presente e pensar o futuro do planeta”, complementa.


Ciência na floresta e na cidade
Professor Celso Luiz Junior, do Departamento de Educação, durante apresentação
Grupo da UEL com o representante do INPA,
Niro Higuchi (ao centro)

O evento é uma oportunidade para que os participantes desfrutem de um aprofundamento sobre conhecimentos científicos ecológicos e socioambientais, tendo a floresta, os rios e a cidade amazônica como pontos centrais, promovendo principalmente as relações pessoa-ambiente.

O Banho de Amazônia propõe uma formação baseada na integração entre ciência, educação e experiência sensível com a natureza, promovendo reflexões sobre as relações entre sociedade e ambiente. A expectativa é que os conhecimentos construídos durante o evento fortaleçam as pesquisas e as práticas de educação ambiental desenvolvidas pelos participantes.

Visita em área experimental do INPA

Ainda fazem parte do grupo que participa do evento o pesquisador da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão), professor Leonardo Teruyuki Hatano, a professora Pricila Paixão Martins Rosa do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), o pesquisador Bernardo Magalhães Raizer, a doutoranda do PPGE-UEL, professora Elis Karen Rodrigues Onofre Pereira, o professor Gilson Luiz Pereira Filho da área de Educação Física e Saúde, a professora Katia Ricarde Corbacho, e os jornalistas Gleiton Luiz de Lima e Luciano Schmeiske Pascoal.

O INPA realiza estudos científicos do meio físico e das condições de vida da região amazônica para promover o bem-estar humano e o desenvolvimento socioeconômico regional, além de ser referência mundial em Biologia Tropical.

(FOTOS: Divulgação/Arquivo pessoal)

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