Ensino Superior do Futuro discute desafios da Extensão nos currículos

Ensino Superior do Futuro discute desafios da Extensão nos currículos

Primeira atividade do Eixo 1 do Paraná Faz Ciência debateu desafios da curricularização da atividade extensionista, exigência para o Ensino Superior.

“O primeiro ano da Inserção da Extensão nos currículos universitários e seus desafios práticos” foi o tema de abertura do Ensino Superior do Futuro, que compõe o Eixo 1 da Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Paraná Faz Ciência 2023. A atividade foi realizada no Anfiteatro Cyro Grossi (CCB). O eixo segue nesta quarta (8) e quinta (9), com palestras e mesas-redondas.

Um dos convidados foi o ex-presidente do Fórum Nacional de Pró-reitores de Extensão, Daniel Pansarelli, professor de Filosofia da Universidade Federal do ABC Paulista (UFABC) . Segundo ele, 84% dos jovens em idade universitária estão fora das
instituições de Ensino Superior. “Uma parcela minoritária de estudantes está na universidade. Por isso, levar o conhecimento da universidade aos jovens e à sociedade como um todo é fundamental para o desenvolvimento do País e para a
transformação social”.

Para ele, é preciso ampliar o sentido social da universidade. “É muito mais que só formar os estudantes. Essa é apenas uma dimensão”. Pansarelli também destacou os cinco principais pilares da extensão: interdisciplinaridade; interprofissionalidade; impacto na formação do estudante; impacto na transformação social e interação dialógica.

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O debate também buscou refletir sobre os desafios da obrigatoriedade da extensão nos currículos. Uma das principais questões levantadas pela plateia foi a dificuldade que os alunos trabalhadores, que normalmente estudam à noite, têm para participar de projetos de extensão. A professora Edina Schi, do curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), disse que uma das soluções seria a realização de práticas de extensão no período noturno ou até mesmo nos finais de semana. Já para Pansarelli, uma saída seria utilizar a própria grade dos cursos a fim de abrir horários que fossem dedicados exclusivamente à extensão, em vez de aulas tradicionais, ou até mesmo concentrar a carga horária de extensão em eventos específicos que podem ocorrer em um curto período.

A pró-reitora de Extensão, Cultura e Sociedade (Proex), Zilda Andrade, ressaltou que, hoje, a UEL conta com cerca de 280 projetos de extensão e enfatizou que atualmente 500 pessoas da comunidade externa participam dos projetos. Ela destaca avanços após esse primeiro ano da curricularização da extensão. “Temos um aumento em relação às propostas para os centros de estudos e para projetos virarem programas”. Zilda esclareceu a diferença entre projeto e programa. “O projeto é uma ação mais específica. Quando vários projetos se unem para ações mais coordenadas, eles se tornam programas”.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, classificou como intenso o primeiro dia do Paraná Faz Ciência. “A expectativa é que tenhamos nestes três dias de debate, alguma diretriz ou encaminhamento, da própria Seti (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do PR), que possa contribuir para reinventar nossas universidades do ponto de vista pedagógico”, conclui.

Nesta terça (8), a partir das 19h, será realizada a mesa redonda “Competências e formação docente para o novo paradigma de Educação Digital”. As atividades do Eixo 1 começam sempre às 19h, no Anfiteatro do CCB. Confira a programação.

*Estudantes do 3º ano do curso de Jornalismo da UEL. Orientação: Patrícia Zanin (Rádio UEL).

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