Egressa da UEL alcança 2º lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2026

Egressa da UEL alcança 2º lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2026

Startup comandada por ela nasceu no Laboratório de Biotecnologia Microbiana do Centro de Ciências Biológicas

Uma egressa da UEL foi classificada em 2º lugar na etapa estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2026 (PSMN). A trajetória empreendedora de Maria Luiza Abreu foi escolhida após um processo de seleção do qual participaram 597 mulheres inscritas de várias regiões do Paraná.

O Prêmio é voltado para mulheres que transformam ideias em resultados com inovação e fazem a diferença em sua região, gerando impacto social e econômico. Maria Luiza conquistou a segunda colocação na categoria Ciência e Tecnologia.

Aos 30 anos, Maria Luiza é cofundadora e CEO da Bio3 Pesquisa e Desenvolvimento, uma startup de base científica fundada em 2023, com foco no desenvolvimento de bioinsumos, utilizando microrganismos, biotecnologia, metabolômica, bioinformática e ferramentas de inteligência artificial. “Nosso objetivo é fazer a ponte entre a ciência e o mercado, transformando conhecimento científico em produtos e tecnologias que possam chegar em escala aos usuários finais”, afirma.

A trajetória de Maria Luiza como empreendedora teve raízes em sua infância, já que, como morava na zona rural, sempre teve contato com a natureza. “Foi nesse ambiente que nasceu minha conexão profunda com as plantas, os animais e o meio ambiente. Desde criança, eu sabia que queria trabalhar com algo que pudesse proteger a natureza e gerar impacto positivo para as pessoas”, conta.

Entre o sonho e o empreendedorismo, uma ponte fundamental: a UEL. Maria Luiza fez o curso de Ciências Biológicas na Universidade e as pesquisas logo lhe atraíram. Passou no Vestibular e, já no primeiro ano da graduação, começou um estágio com o professor Admilton Gonçalves de Oliveira, professor do Departamento de Microbiologia e atual diretor da Agência de Inovação Tecnológica da UEL (Aintec). Foi nessa fase, inicialmente no Laboratório de Ecologia Microbiana (LEM) e depois no Laboratório de Biotecnologia Microbiana (Labim), que Maria Luiza construiu a maior parte de sua trajetória acadêmica. “Foi nesse ambiente que tive contato com a pesquisa aplicada e comecei a compreender que a ciência poderia ultrapassar os limites da universidade e chegar à sociedade”, diz.

Ainda segundo Maria Luiza, ver uma pesquisa nascer num laboratório, transformar-se em tecnologia e chegar ao mercado mostrou que a Universidade também pode ser um espaço de criação de soluções e de geração de impacto econômico e social. No Labim, Maria Luiza fez seu Trabalho de Conclusão de Curso, Mestrado e Doutorado. “Foi no meio para o final do Doutorado que, junto com outros pesquisadores, fundamos a Bio3”, explica.

A empresa nasceu incubada dentro do Labim, por meio da Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL (Intuel). Posteriormente, a Bio3 conseguiu montar seu laboratório próprio dentro incubadora Sprint, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Sobre sua passagem pela UEL, Maria Luiza diz que a Universidade foi fundamental para sua formação como cientista e como empreendedora. “A Universidade me proporcionou conhecimento, infraestrutura, orientação e, principalmente, um ambiente em que eu pudesse experimentar, pesquisar e desenvolver ideias. Então, quando penso na minha trajetória empreendedora, é impossível separá-la da minha trajetória acadêmica na UEL. Uma nasceu da outra”, afirma.

Trajetória acadêmica

Mas quem pode falar mais sobre a trajetória da Maria Luiza na UEL é o professor Admilton Gonçalves, que foi seu orientador de Mestrado, Doutorado e acompanhou sua vida acadêmica desde a graduação, quando a recebeu no Labim. “Ela conseguiu uma Bolsa de Inclusão Social e me escolheu como orientador na época e continuou trabalhando comigo, fazendo estágio de Iniciação Tecnológica e sempre trabalhando nessa linha de inovação”, conta.

Sobre as qualidades da ex-aluna, o professor ressalta a vontade dela de evoluir academicamente. “Ela é um modelo de estudante. Desde o primeiro ano se preocupou em fazer estágios, em se preparar com pesquisa, sempre interessada em inovação, em estar em laboratórios, para além de fazer apenas a graduação, e estudar sobre empreendedorismo, arriscar e empreender”, descreve.

A egressa da UEL diz que o Prêmio concedido pelo Sebrae tem um significado que vai muito além da sua colocação no Prêmio, representando o reconhecimento de uma trajetória que começou muito antes da criação da Bio3. “Hoje, olhando para trás, percebo que empreender não foi abandonar a ciência. Foi encontrar uma nova forma de fazer ciência chegar à sociedade. Uma das coisas mais bonitas da minha trajetória é justamente poder devolver à sociedade um pouco de tudo aquilo que a ciência e a universidade me proporcionaram”, complementa.

Prêmio – Criado em 2004 para celebrar o empreendedorismo feminino no Brasil, o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios está em sua 21ª edição e possui três etapas progressivas, a estadual, a regional e a nacional. Apenas as classificadas em 1º lugar da etapa estadual prosseguem na competição.

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