Banco de Leite do HU/UEL registra redução em estoques e amplia cadastro de doadoras

Banco de Leite do HU/UEL registra redução em estoques e amplia cadastro de doadoras

Pode doar a mulher que esteja amamentando, seja saudável e tenha leite em excesso

Com volume baixo de leite, o Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HU/UEL) divulga cadastro de novas doadoras. A escassez de leite humano afeta o atendimento a recém-nascidos internados no Hospital, que no momento restringe o fornecimento de leite humano pasteurizado aos bebês da UTI Neonatal.

A meta de abastecimento do BLH é manter um estoque de 90 litros de leite por semana, mas atualmente a média é de aproximadamente 41 litros. A enfermeira e coordenadora do Banco de Leite, Letícia Costa, reforça que as doações são fundamentais para ampliar o atendimento. “Por isso, as doações são essenciais. Cada frasco doado faz diferença e nos permite oferecer o melhor alimento possível aos bebês que mais precisam”.

Quem pode doar?

Toda mulher que esteja amamentando, seja saudável e tenha leite sobrando pode se tornar doadora. É necessário apresentar exames de pré-natal ou realizar novos exames (hemograma, anti-HIV, VDRL, hepatite). Além disso, a doadora não deve fazer uso de medicamentos que interfiram na doação, consumir drogas ilícitas e bebidas alcoólicas. 

A doação é voluntária e não tem pagamento, devendo sempre acontecer sem prejudicar a amamentação do próprio bebê. O Banco de Leite Humano garante que toda doação seja feita de forma segura, ética e com acompanhamento profissional, seguindo os protocolos da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (BLH) e da Anvisa.

Após retirar o leite, a doadora armazena o material em frascos de vidro, repassados pela equipe do Banco de Leite, em seguida o frasco deve ser armazenado no refrigerador

Como doar?

Acesse AQUI o formulário. Após a aprovação do pré-cadastro, a doadora recebe na residência kit com materiais e orientações para a doação. Conforme orientação da equipe do BLH, a retirada do leite pode ser feita no horário mais confortável para a mãe. Em seguida, o leite é armazenado em frascos e mantidos refrigerados, no congelador. 

A equipe do Banco de Leite vai até a casa da doadora para recolher o leite uma vez por semana. Durante o transporte, o leite é armazenado em caixas térmicas, para garantir que permaneça congelado. Ao chegar ao BLH, o leite passa por análise, pasteurização, controle de qualidade e distribuição segura para bebês internados.

Agosto Dourado: campanha global

O Agosto Dourado é uma campanha global que reforça a importância do aleitamento materno. A cor dourada faz referência ao padrão ouro de qualidade do leite materno. Em apoio a essa causa, o Banco de Leite Humano (BLH) do HU/UEL reforça junto à população informações sobre a importância da amamentação e destaca como a doação de leite humano pode salvar a vida de recém-nascidos internados.

O leite materno é considerado o alimento mais completos e seguros para o desenvolvimento do bebê. Ele oferece todos os nutrientes necessários para um crescimento saudável, fortalece o sistema imunológico, protege contra infecções e reduz o risco de diversas doenças na infância e na vida adulta. A amamentação também traz benefícios importantes para as mães, como a redução do risco de câncer de mama e ovário, além de favorecer a recuperação após o parto.

Banco de Leite do HU/UEL: há 37 anos ajudando a salvar vidas

No caso de recém-nascidos internados, o leite humano é um importante aliado para a redução do tempo de internação desses bebês. Essa alimentação ajuda a reduzir o risco de infecções, diminui a ocorrência de enterocolite necrosante (uma doença grave que acomete principalmente prematuros) e favorece o ganho de peso. 

Para que esse alimento chegue aos bebês internados, a doação de leite e o serviço do Banco de Leite são essenciais. Em média, 360 recém-nascidos internados são atendidos mensalmente com leite humano doado e fornecido pelo BLH.

Cada frasco de leite humano doado representa um gesto de solidariedade importante. Uiara Iobe é doadora pela segunda vez e elogia a qualidade do serviço prestado pela equipe do BLH. “O atendimento que tive sempre foi muito bom, todos muito atenciosos. Desde o início, tive toda orientação necessária, e mesmo agora sendo a segunda vez, me orientaram com toda atenção e cuidados”, ressalta.

Uiara também destaca a satisfação em ajudar outros recém-nascidos. “Amamentar é algo muito importante para a saúde dos meus filhos, e saber que com a doação estamos ajudando tantos outros bebês nos hospitais é muito gratificante”.

Qualidade ouro: leite materno passa por vários processos de pasteurização

Capacitação de 180 profissionais

Durante o Agosto Dourado, o HU irá promover uma capacitação para aproximadamente 180 profissionais de enfermagem que atuam na maternidade. O objetivo desse treinamento é fortalecer as competências da equipe para prevenir e solucionar as principais dificuldades relacionadas à amamentação, garantindo que mães e bebês recebam um cuidado acolhedor e de qualidade.

A enfermeira Letícia Costa reitera o papel fundamental da campanha que visa estimular a amamentação. “É importante reconhecer que o aleitamento materno é uma das estratégias mais eficazes para promover a saúde e reduzir a mortalidade infantil. Ao promover informação de qualidade, capacitar os profissionais de saúde e apoiar as famílias durante esse processo, qualificamos o cuidado prestado e contribuímos para melhores resultados em saúde para mães e bebês”, acrescenta.

Recém-nascidos internados na UTI Neonatal recebem o leite doado. Só em 2025 foram distribuídos 2.800 litros de leite

Sobre o Banco de Leite Humano

Com 37 anos de história, o Banco de Leite Humano do HU da UEL é reconhecido como referência regional no apoio à amamentação e doação segura de leite humano para o norte do Paraná. O serviço presta apoio integral à amamentação, oferecendo acolhimento, orientação baseada em evidências e acompanhamento às pessoas que amamentam e suas famílias.

Para ser atendida pelo BLH a mulher não precisa doar leite, a instituição também oferece auxílio às mães que têm dificuldade de amamentar. A equipe realiza atendimentos individuais para identificar e resolver possíveis desafios, como ingurgitamento mamário, fissuras, dor durante a amamentação ou dúvidas sobre a pega correta, entre outras situações. As orientações são conduzidas por profissionais especializados que oferecem apoio técnico e emocional, respeitando o ritmo e as particularidades de cada mãe e bebê. 

O BLH integra a maior rede de bancos de leite humano do mundo, a Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH), reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Essa rede garante que cada gota de leite doada seja coletada, analisada, pasteurizada e distribuída com segurança e responsabilidade.

Portal Amamentação

Com o objetivo de criar um canal de comunicação com a população, o Banco de Leite do HU criou o Portal Amamentação, o site reúne informações e orientações relevantes, com uma linguagem acessível, sobre amamentação e doação de leite humano, além de ser espaço de apoio e troca de experiências. 

No site é possível encontrar o passo a passo de como doar, uma central de ajuda com as principais informações sobre amamentação e doação, além da aba explicativa sobre todos os serviços oferecidos pelo setor.

Outro destaque do Portal é a seção “Mitos e verdades sobre a amamentação”, cuja proposta é combater a desinformação sobre a amamentação e oferecer informações baseadas em evidências científicas. 

Aline Oliveira Lima ressalta a importância dessa ação . “Desmistificar crenças como essa é fundamental, porque elas podem levar ao uso desnecessário de fórmulas infantis e ao desmame precoce, privando o bebê e a mãe dos inúmeros benefícios proporcionados pelo aleitamento materno”.

Segundo a coordenadora do BLH, um dos mitos mais comuns relacionados à amamentação é sobre a existência de “leite fraco”. “Essa ideia é equivocada. Todo leite humano é biologicamente adequado para o bebê e sua composição se modifica ao longo da mamada, da fase da lactação e do desenvolvimento da criança. Muitas vezes, a impressão de que o leite é “fraco” surge porque o bebê mama várias vezes em intervalos curtos. No entanto, esse comportamento é esperado, especialmente nas primeiras semanas de vida, pois o estômago do recém-nascido é pequeno e ele consegue ingerir apenas pequenas quantidades de leite em cada mamada. Além disso, o leite humano é digerido mais rapidamente, fazendo com que o bebê volte a demonstrar sinais de fome mais cedo”, explica.

Serviço

Telefone e WhatsApp: (43) 3371-2629; e-mail: blhhulondrina@uel.br

Endereço: Hospital Universitário da UEL – Av. Robert Koch, 60 (Vila Operária)

Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, 7h às 17h; sábados, 7h às 12h00

*Estagiária na Coordenadoria de Comunicação Social (COMUEL)

(FOTOS/ Marco Corbanez: Assessoria de Imprensa do HU/UEL/Arquivo)

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