NDPH e Instituições parceiras participam da 24ª Semana Nacional de Museus

NDPH e Instituições parceiras participam da 24ª Semana Nacional de Museus

Tema destaca os museus como espaços de diálogo, participação social e garantia do direito à memória. UEL conta com espaços de visitação dentro e fora do campus.

Começa hoje (segunda, 18), a programação da 24ª Semana Nacional de Museus que convida todos a refletirem sobre o papel dessas instituições como agentes participativos na construção de uma sociedade mais justa e democrática. Mais do que espaços de preservação da memória os museus se afirmam como territórios de diálogo, participação e de enfrentando a silenciamentos históricos.

Nesta edição de 2026, ao propor o tema “Museus: unindo um mundo dividido”, a iniciativa destaca a importância de práticas inclusivas, acessíveis e socialmente comprometidas, capazes de fortalecer vínculos, ampliar o acesso aos bens culturais e contribuir para a construção de futuros mais equitativos e compartilhados. As atividades seguem até 24 de maio.

A programação da UEL é uma parceria entre o Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica Enezilda de Lima (NDPH), Sesc Londrina Cadeião e o Museu do Café. Conta com exposições, seminários e palestras que começam a partir de hoje (segunda, 18) com a exposição “Mitologias: Histórias que contam mais do que você imagina” na sala expositiva do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH), e segue com a exibição de curtas-metragens e mesas-redondas de debate. Confira aqui todos os detalhes.

Para a coordenadora do NDPH, professora Silvia Cristina Martins de Souza, a Semana Nacional de Museus criada em 2003 pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), tem por objetivo principal, “promover, divulgar, valorizar e fortalecer as relações entre os museus brasileiros e a sociedade”. A ação mobiliza e integra instituições de todo o país, ao apresentar diversos eventos, explica a docente. 

A participação é aberta a museus e outras instituições culturais de todo o país, que podem integrar a programação nacional e ampliar a visibilidade de suas ações junto ao público. A Semana Nacional de Museus consolida, a cada edição, como uma oportunidade estratégica para fortalecer o setor museal brasileiro, valorizar o patrimônio cultural e ampliar o acesso da sociedade à cultura. 

Exposição 70 anos do LEC

Durante o circuito, o acervo que celebra sete décadas de criação do Londrina Futebol Clube, que mais tarde se tornou Londrina Esporte Clube (LEC), também participa da semana de exposições. Criado em abril de 1956, o time de futebol no começo de sua trajetória era popularmente conhecido como “Caçula Gigante” e depois passou a ser chamado de “Destemido Tubarão”. A exposição que conta essa história ocorre por meio de fotografias cedidas pelo acervo do jornal Folha de Londrina e artigos de coleção para representar momentos marcantes da trajetória do Tubarão entre títulos e celebrações da torcida alviceleste.

O nome da exposição faz referência ao hino original do Londrina que resume a evolução do grupo desde a sua fundação: “Caçula Gigante nasceste, e hoje és o Destemido Tubarão”. Segundo a curadora, Laureci Silvana Cardoso, o material ficará exposto de forma presencial até o dia 31 de julho no NDPH.

Cardoso explica que, “expor momentos importantes da trajetória do Tubarão, durante a Semana Nacional de Museus, é uma forma de mostrar o envolvimento do clube e a relação com a história da cidade de Londrina”. O atravessamento de ambos, a conexão entre sociedade e futebol.

A curadora destaca também, que “a importância da exposição se reflete em mostrar a atuação do time londrinense de forma ininterrupta ao longo dessas sete décadas, um feito e tanto para clubes do interior”, frisa Laureci Cardoso. A exposição é uma forma de socializar momentos de celebração em referência aos cinco títulos estaduais já conquistados pelo clube (1962, 1981, 1992, 2014, 2021). Bem como, em tempos difíceis, em referência a taça do Campeonato Paranaense conquistada durante a Pandemia de COVID-19, em 2021.

A foto escolhida encerra a sequência lógica da Exposição, diz Laureci Cardoso.

Além do NDPH, uma nova fase exposição está sendo montada, com estreia programada para 19 de maio no Sesc Cadeião e permanece no espaço até 19 de julho. Há também uma versão virtual disponível do Canal do Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica no Youtube.

Estudantes do Curso de História realizando a seleção das fotos para a exposição no Sesc Cadeião (Foto: Maycon Rocha)

Museus da UEL

A UEL conta com quatro espaços de visitação dentro e fora do campus universitário. O Museu de Anatomia – Professor Carlos da Costa Branco, composto por peças anatômicas de humanos e animais, o acervo do espaço didático de Anatomia da universidade nasceu em 1962, com uma pequena coleção de crânios de animais doados pelo professor Carlos da Costa Branco, o primeiro docente titular da então Faculdade Estadual de Odontologia (FEOL). Em 9 de outubro de 1997, após iniciativa das professoras Marilinda Vieira dos Santos Costa, Maria Aparecida Vivan de Carvalho e Vilma Schwald Babboni, o museu passou a levar o nome do professor, cujo legado para a preservação da história da anatomia permanece vivo.

Museus de Ciência e Tecnologia (MCTL), o espaço dedicado à divulgação científica é composto por três setores: Centro de Ciências, Observatório e Planetário. Os dois primeiros estão um ao lado do outro, no campus da UEL, e o Planetário fica na área central de Londrina. O MCTL conta com mais de 30 experimentos, como o conhecido Disco de Newton, um exemplar de um antigo gerador elétrico de corrente alternada e uma réplica do primeiro gerador magnético desenvolvido pelo físico Michael Faraday, conhecido posteriormente como “dínamo”.

Museu de Zoologia pertence ao Departamento de Biologia Animal e Vegetal do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O MZUEL é responsável pelo material usado nas aulas práticas das disciplinas de Zoologia lecionados nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Ciências Biológicas, Zootecnia e Agronomia da UEL. Além disso, o MZUEL mantém seu caráter de extensão atendendo a diversos outros cursos e entidades que promovem exposições sobre a Biodiversidade do Paraná.

Localizado na região central de Londrina, O Museu Histórico de Londrina “Padre Carlos Weiss iniciou suas atividades em 1970, nos porões do Colégio Hugo Simas, por iniciativa de professores e estudantes do Curso de História. No ano de 1974 transformou-se em Órgão Suplementar da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e em 1986 passou a ocupar o prédio da antiga Estação Ferroviária de Londrina. 

No espaço, são desenvolvidas ações para salvaguarda do patrimônio histórico, subsidiada por meio de atividades acadêmicas na UEL. Serve como campo de estágio para diversos cursos e constitui-se em espaço dinâmico para movimentos e ações culturais e educativas da cidade e região ao promover a reflexão crítica da experiência histórica por meio de atividades acadêmicas, sociais, científicas, tecnológicas e culturais.

Atualmente, o Museu está fechado para reformas na infraestrutura elétrica do espaço. No entanto, é aberto à visitação do público de forma individual ou em grupo, por meio de visitas guiadas. De terça à sexta-feira, das 9h às 17h30. Aos sábados, das 9h às 17h e domingos, das 13h às 17h.

*Estagiário de jornalismo na Coordenadoria de Comunicação Social.

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