Professor ganha cargo de destaque em consórcio internacional que mapeia o Universo
Professor ganha cargo de destaque em consórcio internacional que mapeia o Universo
Pesquisador foi reconhecido por desenvolver ferramentas tecnológicas para o maior projeto de observação do cosmos.O professor Sandro Vitenti, do Programa de Pós-graduação em Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), assumiu a posição de builder no Dark Energy Science Collaboration (DESC). A colaboração integra o Legacy Survey of Space and Time (LSST), projeto científico conduzido pelo Observatório Vera C. Rubin, no Chile. Vitenti também é membro do Grupo de Participação Brasileiro (BPG) no LSST.
A nomeação vem do trabalho do pesquisador no desenvolvimento e na manutenção de softwares utilizados pela colaboração, especificamente nas ferramentas CLMM e Firecrown, essenciais para calcular como a gravidade distorce a luz de galáxias distantes e para testar modelos do cosmos. Elas fornecem a base tecnológica para que cientistas de todo o mundo consigam interpretar os dados já processados e extrair deles informações sobre a evolução do Universo. Além disso, o docente atua na liderança técnica da equipe CCL+Firecrown e em órgãos diretivos da colaboração, como o Conselho de Colaboração e o Comitê de Membros.

(Foto: Arquivo pessoal)
Para Vitenti, essa posição é o reconhecimento de um trabalho de muitos anos. “Desenvolvo o NumCosmo desde 2008 e o Firecrown, dentro do DESC, desde 2020. Agora teremos a oportunidade de usar e desenvolver essas ferramentas diretamente nas análises do LSST, que é capaz de produzir dados com uma precisão e volume sem precedentes e que podem ajudar a entender melhor questões fundamentais da cosmologia, como a natureza da matéria escura e da energia escura. Participar diretamente dessas análises também ajuda a dar visibilidade internacional a projetos desenvolvidos no Brasil, como o NumCosmo e o UltraLevin, além de fortalecer a participação da UEL nesse esforço”, comenta.
Atualmente, o pesquisador orienta quatro alunos de pós-graduação da UEL que participam do DESC como membros juniores. “Eles trabalham com lenteamento gravitacional fraco, aglomerados de galáxias e simulações cosmológicas. A participação da UEL na colaboração também envolve diretamente a formação de novos pesquisadores”, comenta o professor.
Estrutura do projeto e atribuições

Localizado no topo do Cerro Pachón, nas montanhas chilenas, o Observatório Vera C. Rubin abriga a maior câmera digital já construída para a astronomia. Financiado por órgãos governamentais dos Estados Unidos em parceria internacional, o projeto varrerá o céu do Hemisfério Sul constantemente para criar um registro em alta resolução do firmamento.
Dentro da estrutura da colaboração internacional, o status de builder é concedido a profissionais que contribuem diretamente para a infraestrutura necessária ao funcionamento das pesquisas do grupo. A posição formaliza o direito de autoria em publicações decorrentes do projeto e a participação na governança científica da colaboração.
*Assessora especial na Coordenadoria de Comunicação/UEL




