Eduel registra alta na procura e celebra aumento nas vendas de livros
Eduel registra alta na procura e celebra aumento nas vendas de livros
Novos leitores fizeram as vendas na Eduel aumentarem em 14% em relação ao ano anterior.Uma pesquisa recente realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) revelou que 18% da população acima dos 18 anos comprou ao menos um livro durante 2025, um aumento de 2% em relação a 2024, ou 3 milhões de novos leitores. Ao especificar apenas a população entre os 18 e os 34 anos, esse aumento foi de 3,4%.
Segundo Gilmar Aparecido Altran, que está na direção da Eduel desde 2022, a Editora da UEL – que completou 30 anos em 2025– tem observado um aumento ainda maior em suas vendas, de mais de 14%. “No ano passado, um total de 12.585 livros foram comercializados pela Eduel. Isso é bastante para a gente, ainda mais comparado a 2024, quando o número de vendas ficou em 11.037”, explicou ele.
O professor explica que o crescimento das vendas não são aleatórios, mas sim um resultado de uma população incentivada a ampliar seus conhecimentos desde cedo. “Se você cultivou uma trajetória de acesso e incentivo à leitura na família, no ensino, no meio cultural, você vai estar formando leitores. E o importante de verdade é que as pessoas tenham acesso e que cultivem nelas, o hábito de ler, o interesse e o gosto pela leitura”, afirma.
O papel da Universidade

Altran relata que a Eduel tem sido cada vez mais procurada, tanto pelos professores, quanto também pelos alunos. “Esse é um movimento que pode começar por incentivo dos professores, dos estudantes ou por todo esse contexto formativo que acontece na universidade”, argumenta.
O professor também ressalta que a Editora pode ser o principal canal de publicação e divulgação do conhecimento gerado pela UEL, mas não é o único, visto que também existem docentes e alunos que escolhem produzir e publicar seus próprios livros de forma autônoma. “Esses autores independentes já chegaram até mesmo a concorrer a prêmios nacionais, como o Jabuti”, explica.
Eduel
Segundo Gilmar Altran, o crescimento de 2025 espera ser repetido em 2026, relatando que ” este já é um ano que nos deixou bastante satisfeitos quanto a novos lançamentos. Obviamente que o maior deles são os de livros acadêmicos, mas também outras linhas editoriais, como Arquivo e Memória, EaD, Artes, e Infanto Juvenil”.
Na categoria de livros acadêmicos, a editora também tem recebido propostas de publicação de livros que usam como base teses, dissertações de mestrado e doutorado além de outras produções acadêmicas da UEL.
O professor afirma que a Editora tem ido além das fronteiras do estado do Paraná, recebendo propostas de publicação de outras partes do país, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até mesmo Espírito Santo.
Livro Eletrônico
Mas o livro comprado não é somente aquele de papel. A popularização dos e-books, que permitem que a leitura não esteja mais presa somente ao seu aspecto físico, representou uma das maiores mudanças tanto para os leitores, quanto para o mercado editorial. A pesquisa feita pela CBL aponta que 20% das pessoas já preferem o livro digital ao físico.
O professor aponta a pandemia como o momento de virada, explicando que “esse foi um período em que houve uma retração de espaços como a livraria, mas por outro lado, que consolidou o e-commerce, nós notamos isso especialmente no nosso site, o eduel.com.br”. Segundo ele, o livro impresso ainda tem seu público, mas em competição crescente com aqueles que já optam pelo e-book.
Entre os principais motivos para a escolha do formato digital, está a facilidade e custo de acesso a um maior número de obras, assim como um costume maior com a tela para as atividades do dia a dia. “A geração mais nova de leitores, que nasceu na era dos meios digitais, se adaptou facilmente a ler no tablet, celular ou computador. Eles já estão acostumados a ter todo o seu acervo pessoal salvo e disponível”, argumenta o diretor.
*Estagiário de jornalismo na Coordenadoria de Comunicação Social.




